segunda-feira, 28 de abril de 2014

Música

Cantos, ritmos e sons de instrumentos regionais e folclóricos. A música está invadindo a nossa sala de artes. A disciplina defendida por um dos mais talentosos maestros brasileiros, Heitor Villa-Lobos (1887-1959), volta a ser obrigatória na grade curricular dos ensinos fundamental e médio. Para especialistas, a aprovação da Lei nº 11.769 em agosto de 2008, significa uma formação mais humanística dos estudantes, na qual serão desenvolvidas habilidades motoras, de concentração e a capacidade de trabalhar em grupo, de ouvir e de respeitar o outro. A nova legislação altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), fazendo da música o único conteúdo obrigatório, porém não exclusivo. As demais áreas artísticas deverão ser contempladas dentro do planejamento pedagógico das escolas. O trabalho com música está sendo muito divertido. Vamos postar algumas etapas de um trabalho que é realizado o ano todo com as crianças. Uma atividade que empolga as crianças é descobrir o timbre dos instrumentos musicais...para isso trabalhamos com o CD "Meu pé meu querido pé" no qual existem faixas de música de mais de 20 instrumentos musicais diferentes. Trabalhamos também a classificação destes instrumentos em famílias: cordas, sopro e percussão.


Outra atividade desenvolvida é com ritmo de duas músicas do material educativo do Palavra Cantada, "Sopa" e "Lá em Casa". Confeccionamos pau de rumba com pedaços de madeira que estavam na escola sem utilidade, as crianças pintaram e se divertiram tocando o ritmo destas músicas e tornaram a aula uma brincadeira.


Outro material muito interessante para trabalhar com as crianças é o DVD dos Barbatuques.
Os alunos ficaram de olhos vendados e descobriram que é possível produzir música sem ter um instrumento musical. Refletimos e trabalhamos com a percussão corporal. Foi incrível perceber que os alunos identificavam o timbre da vibração do corpo.

Fotografia

Nesta proposta o objetivo é visualizar a fotografia como uma expressão artística. A fotografia, ao lado de outras expressões artísticas, é vista como importante recurso na valorização dos objetivos gerais dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) em Arte. A fotografia como linguagem artística, como fonte de conteúdos e informações garante, a um só tempo, a democratização desse meio e a apropriação de uma linguagem que habilita o sujeito a analisar criticamente parte significativa da produção social de imagens. Pensando nisso trabalhamos com a obra de Gal Oppido presente no material educativo MariaAntonia (Centro Universitário Maria Antonia da USP)do Projeto Lá Vai Maria.
Depois de reflexões e análises de obras de Gal Oppido fizemos a proposta de um olhar sobre a imagem do corpo humano, os alunos elaboraram a fotografia que posteriormente foi modificada no programa Virtual Painter 5 no qual a imagem era transformada para outra técnica expressiva como guache, aquarela, lápis de cor... Veja alguns resultados.

Arte Indígena

A melhor maneira de se entender uma nova cultura é conhecer seus costumes e tradições, onde estão enraizados suas visões de mundo. Acreditamos então, que estudar a arte indígena se faz necessária para quebrarmos pré-conceitos que fazem parte da construção da nossa própria história e da nossa identidade como povo brasileiro. Nesse contexto, propomos algumas atividades que fizeram nossos alunos refletir sobre o tema. Para tal, usamos a pesquisa realizada pelo SESC São Paulo: "Jogos e brincadeiras do povo KALAPALO" publicada em livro e documentário em DVD (podendo ser adquirido nas lojas do SESC). Trabalhamos com nossos alunos a Arte Gráfica desse povo através de imagens e pesquisa realizada pelas próprias crianças. Para aplicarmos o grafismo, produzimos peças em argila que poderiam ser utensílios ou peças zoomorfas. Veja como foi o trabalho...

sábado, 26 de abril de 2014

Vem dançar com a gente

As crianças adoram esqueletos e caveiras, e essa música da Palavra Cantada traz esse imaginário fantástico que possibilita várias atividades. Uma delas é fazer uma roda e escolher uma criança para ficar no centro e começar a dança. Todos devem acompanhar seus movimentos. Durante a música outras crianças são escolhidas para entrar no centro da roda. Todos se divertem e aprendem novos movimentos criando suas
pequenas coreografias.



                                      

A figura humana como foco do trabalho

Com o intuito de quebrar esteriótipos dos desenhos de figura humana feitos pelos nossos alunos, essa proposta de trabalho utilizou de vários recursos para ampliar o repertório visual e gráfico das crianças. A obra de Heitor dos Prazeres e a Música "Vem dançar com a gente" da Palavra Cantada fez com que pudéssemos vivenciar movimentos, sons, possibilidades de traços, recorte, colagem, desenho de observação que foram nossas ferramentas de trabalho.

Desenho de Figura Humana com Heitor dos Prazeres

Nesta proposta, desenvolvida em fevereiro e março desde ano, aproveitei o tema do carnaval para desenvolver desenhos de figura humana na proporçäo real a fim de trabalhar o movimento humano no desenho. Para isso fiz a mediaçäo com os obras de Heitor dos Prazeres com o intuito de contextualizar a historia do carnaval com seus desenhos de figura humana em movimento de dança. Heitor dos Prazeres era cantor, pintor e compositor.Nos carnavais, Heitor costumava sair fantasiado de baiana, levando nos ombros um pano da costa em cores vivas, cantando e tocando seu cavaquinho, arrastando foliões que dançavam animadamente segurando as extremidades do pano como uma bandeira, fato esse que inspirou Heitor dos Prazeres a criar um estandarte para outros carnavais. Na década de 20, passou a ser conhecido como Mano Heitor do Estácio, devido ao fato de andar sempre acompanhado de bambas de sua amizade como os sambistas e compositores João da Baiana, Caninha, Ismael Silva, Alcebíades Barcelos (Bide), Marçal, ajudando a fundar e a organizar vários agrupamentos de samba no Rio Comprido, no Estácio e nas imediações. Em 1925 compôs Deixaste meu lar e Estás farto de minha vida, gravada por Francisco Alves.
Samba nos Arcos da Lapa, Heitor do Prazeres
Frevo, Heitor dos Prazeres. Nesta proposta, o trabalho desenvolveu-se com um estudo do artista, desenhos de observaçao dos alunos, contorno do corpo em movimento no papel pardo (craft)com acabamento em giz de cera e desenho no chäo com giz de lousa. Veja algumas fotos da proposta.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Cultura Africana

A aprendizagem da cultura africana é parte significativa no ensino de Arte desde que se entende que é uma das origens da cultura brasileira, favorecendo o entendimento do indivíduo brasileiro como parte resultante da construção desta história. Na educação visual deve-se considerar a complexidade de uma proposta educacional que leve em conta as possibilidades e os modos de os alunos transformarem seus conhecimentos em arte, ou seja, o modo como aprendem, criam e se desenvolvem na área, pensando nisso resolvi buscar na comunidade escolar o conhecimento sobre a cultura africana, sua música, sua identidade já que 90% dos alunos são de origem negra. No livro “Educação e arte – as linguagens artísticas na formação humana”, Celdon Fritzen e Janine Moreira, retratam que a arte constantemente abre portas para um caminho em que o impossível não existe. Afirmam que trabalhar a arte dá possibilidades de improvisar, transformar, ir além da superficialidade, entrelaçar os conhecimentos, em suma, entrar no terreno criativo da condição humana. Levando isso em consideração utilizei das linguagens tridimensional, bidimensional e musical como elementos criativos a fim de desenvolver o senso crítico e acrescentar novas vivências culturais ao repertório individual e coletivo dos alunos